Ritmo:

Calango Mineiro

O Calango Mineiro tem uma levada gostosa, em 2/4, que muito pouco ou nada tem a ver com o Calango tradicional. Tem também o “Desafio”, mas tem a parte cantada, acompanhada dos instrumentos de percussão como o Pandeiro e a Timba, já sendo muito mesclado com a “modernidade”, para podermos ser precisos quanto a instrumentação original. Usa-se também a Viola ou o Violão, o Cavaquinho e a Sanfona.

História - Calango Mineiro

Calango: Deriva de ambundo kalanga ou rikalanga, que significa lagartixa (cf Jacques Raimundo em O Elemento afro-negro na língua portuguesa).
Esta hipótese sugere que a dança seria originalmente imitativa, com dançarinos imitando o passo do Calango, arrastando o pé.
Outra hipótese é de que o termo não seja Kalanga significando lagartixa, mas sim o verbo Kimbundo Kalanga que significa prevenção.
Calangueiros em desafio devem sempre estar prevenidos. O desafio é a versão rural do repente nordestino e do partido alto carioca.
A dança no baile de calango é feita em pares, que bailam de maneira parecida com as danças de salão. É um tipo rural de dança e música.

Características - Calango Mineiro

O Calango Mineiro ocorre em Goiás, Mato Grosso, Espírito Santo, possivelmente em outros estados do Brasil
Principalmente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais com mais freqüência na região do Vale do Paraíba.
É uma celebração, o Baile do Calango, de cunho social.
A característica do calango é o desafio cantado em compasso binário, com estrofes de quatro versos – quadras –, rimas no segundo e quarto versos; de seis versos – sextilhas - , rimas no segundo, quarto e sexto versos; ou com um número variável de versos, isto acontecendo quando a rima fácil. Quando a rima é difícil limitam-se à quadra.

Bibliografia
Autor: Vera de Vives (pesquisa e texto); Helton Medeiros (idealização)
Título: O homem fluminense
Indicação bibliográfica: Rio de Janeiro, Fundação Estadual de Museus do Rio de Janeiro/Museu de Arte e Tradições Populares, 1977.
Localização: Museu do Folclore
Informação sobre a edição: o livro é uma iniciativa do Museu de Arte e Tradições Populares que visou registrar as manifestações culturais que estariam em vias de desaparecimento – pretensamente provocado pelo avanço da cultura de massas. Assim, estaria em curso um “processo de deformação das expressões da arte popular” iniciado com a chegada da “esquadra cabralina”. p. 3
Data da 1ª edição: 1977

Ref. Bibliográfica
Wilson W Rodrigues / http://www.jangadabrasil.com.br/revista/maio66/fe66005b.asp

Ref. Bibliográfica
Autor: Álvaro Janotti Nogueira (org.)
Título: Guia do folclore fluminense
Indicação bibliográfica: Rio de Janeiro, Presença Edições, Secretaria de Estado de Ciência e Cultura, 1985.
Localização: Museu do Folclore
Informação sobre a edição: Trabalho feito pela Divisão de Folclore do Instituto Estadual de Patrimônio Cultural, reunindo um conjunto de informações sobre a “cultura popular fluminense”, com o objetivo de “preservar a identidade cultural das comunidades e de permitir maior acesso a esse patrimônio cultural fluminense (...)”. O trabalho se baseou nos “dados primários e secundários colhidos a partir de 1976 (...).”
Data da 1ª edição: 1985

Dados sobre Calango Mineiro

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