Ritmo:

Congada

CONGADA (Congado, Congo). São danças cujo objetivo é celebrar as festas de Natal e de Reis, ou durante os festejos de Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e do Divino Espírito Santo, de maneira dramática ou através de folguedos (Enciclopédia da Música Popular Brasileira Popular, Erudita e Folclórica). Na origem, mescla tradições africanas, bailados e representações populares portuguesas e espanholas. A congada e o congo apresentam diferenças. Dança-se a congada nas regiões do centro e do sul do país, com inspiração nas lutas entre cristãos e mouros. O congo é dançado no Norte e Nordeste, celebrando lutas dos povos africanos e sua parlamentação de paz. Para marcar o ritmo, os músicos utilizam tambores, caixas, pandeiros, viola e diversos tipos de chocalho. Câmara Cascudo considera estas danças como autos populares, cujos elementos de formação foram a coroação dos reis de Congo; préstitos e embaixadas; reminiscências de bailados guerreiros e de uma rainha de Angola, Njinga Nhandi, falecida em 1663. A coroação dos reis de Congo já era realizada na igreja de Nossa Senhora do Rosário, em 1674, em Recife. A Biblioteca de Ritmos filmou uma apresentação de músicos da Congada de Santa Ifigênia, em Mogi das Cruzes, São Paulo. Mestre Silvio explica que, na origem, era um bailado surgido da Confraria de Nossa Senhora do Rosário, no século XIX, e tinha o sentido de manifestação “de fé e de alegria da rapaziada”, entre os negros, apresentando-se hoje mais com o aspecto caipira. A Congada de Santa Ifigênia tem três batidas distintas – a marcha, a marcha dobrada e a marcha picada, utilizando como instrumentos a dobradeira, o tarol, o surdo, pandeiros e bastão.

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