Ritmo:

Jongo

JONGO . O Jongo é um ritmo afrodescendente, formador, junto com o Maxixe, o Lundú e outros, da base do Samba como nós o conhecemos hoje.

Fomos ao Quilombo São José da Serra conversar com o Mestre Toninho Canecão para registrar o ritmo. Uma conversa agradável, na qual o Mestre fluiu sabedoria e passou ensinamentos valiosos.

Outro expoente do Jongo é Mestre Darci, do Morro da Serrinha, em Madureira (RJ), que incorporou ao ritmo o cavaquinho e o violão, adaptando sua linguagem para os palcos. Mestre Darci é considerado o grande revitalizador do Jongo carioca, colocando em evidência novamente esse ritmo ancestral.

História - Jongo

Sabe-se que sua origem vem do povo Bantu e que era cantado nas lavouras do café. O primeiro tambor criado foi o Candongueiro e posteriormente o Tambú. Enquanto o Tambú batia o ritmo, o Candongueiro era utilizado como uma espécie de "código", anunciando as fugas e descansos dos negros do fim do cafezal.

O Jongo é um ritmo misterioso, por vezes associado ao fogo. Ligado à religião Umbanda, é um ritmo de "pontos" enigmáticos (desafios de improvisação), que devem ser desatados pelos oponentes. Segundo o Mestre Toninho, antigamente uma festa de Jongo nunca acabava "sem que houvesse uma pancadaria", pois para não ficar mal com a comunidade por não haver desatado o ponto, o mestre local arranjava uma briga. Hoje em dia não há mais briga, o ponto não-desatado termina em brincadeira, em troça.

Características - Jongo

O Jongo é um ritmo quente e envolvente, que ainda conserva a punga (toque de umbigo), como em qualquer outra dança de umbigada.
É feita uma roda e um casal dança no interior desta.
Pode-se dançar a noite inteira em uma festa de Jongo, só interrompendo a dança com o nascer do sol.

Dados sobre Jongo

Os comentários estão encerrados.