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Samba

SAMBA. Surge no Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX, possivelmente na zona portuária, onde se expandia uma população vinda de diversas partes do Brasil, principalmente da Bahia, e de ex-soldados da guerra de Canudos. Estes formaram uma comunidade, fundaram blocos de afoxé e ranchos carnavalescos e, entre as baianas lá residentes, uma se destacou, Tia Ciata, descendente de escravos e uma das pessoas responsáveis pelo desenvolvimento do samba, termo provavelmente originário de uma palavra africana, “semba” – ou umbigada, conforme o Dicionário Houaiss Ilustrado da Música Popular Brasileira, segundo o qual uma das primeiras escolas de samba, a “Deixa Falar”, nasceu em 1927, no Rio de Janeiro. Em 2004, o então ministro da Cultura, Gilberto Gil, através do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, apresentou à Unesco o pedido de tombamento do samba, na categoria Bem Imaterial.

História - Samba

Um marco dentro da história moderna e urbana do samba ocorreu em 1917, no próprio Rio de Janeiro, com a gravação em disco de "Pelo Telefone", considerado o primeiro samba a ser gravado na Brasil (segundo os registros da Biblioteca Nacional). A canção tem a autoria reivindicada por Ernesto dos Santos, mais conhecido como Donga, com co-autoria atribuída a Mauro de Almeida, um então conhecido cronista carnavalesco. Na verdade, "Pelo Telefone" era uma criação coletiva de músicos que participavam das festas da casa de tia Ciata, mas acabou registrada por Donga e Almeida na Biblioteca Nacional.[10]"Pelo Telefone" foi a primeira composição a alcançar sucesso com a marca de samba e contribuiria para a divulgação e popularização do gênero. A partir daquele momento, esse samba urbano carioca começou a ser difundido pelo país, inicialmente associado ao carnaval e posteriormente adquirindo um lugar próprio no mercado musical. Surgiram muitos compositores como Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Pixinguinha e Sinhô, mas os sambas destes compositores eram amaxixados, conhecidos como sambas-maxixe.

Os contornos modernos desse samba urbano carioca viriam somente no final da década de 1920, a partir de inovações em duas frentes: com um grupo de compositores dos blocos carnavalescos dos bairros do Estácio de Sá e Osvaldo Cruz e com compositores dos morros da cidadem como em Mangueira, Salgueiro e São Carlos.[8] Não por acaso, identifica-se esse formato de samba como "genuíno" ou "de raiz". A medida que o samba no Rio de Janeiro consolidava-se como uma expressão musical urbana e moderna, ele passou a ser tocado em larga escala nas rádios, espalhando-se pelos morros cariocas e bairros da zona sul do Rio de Janeiro. Inicialmente criminalizado e visto com preconceito, por suas origens negras, o samba conquistaria o público de classe média também.

Características - Samba

O samba moderno urbano surgido a partir do início do século XX tem ritmo basicamente 2/4 e andamento variado, com aproveitamento consciente das possibilidades dos estribilhos cantados ao som de palmas e ritmo batucado, e aos quais seriam acrescentados uma ou mais partes, ou estâncias, de versos declamatórios.[3] Tradicionalmente, esse samba é tocado por instrumentos de corda (cavaquinho e vários tipos de violão) e variados instrumentos de percussão, como o pandeiro, o surdo e o tamborim. Por influência das orquestras norte-americanas em voga a partir da Segunda Guerra Mundial, e pelo impacto cultural da música dos EUA no pós-guerra, passaram a ser utilizados também instrumentos como trombones e trompetes, e, por influência do choro, flauta e clarineta.

O samba foi receb influências de ritmos como o Lundu, Maxixe, Jongo e nasceu no Rio de Janeiro trazido derivado do samba de roda praticado no recôncavo baiano.

Dados sobre Samba

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